23% dos brasileiros ainda não têm acesso à internet, aponta pesquisa

Pela primeira vez na história do levantamento, mais da metade da população de áreas rurais declarou ter acesso à internet (53%)

O celular é o principal dispositivo para acesso à internet, usado pela quase totalidade dos usuários da rede (99%)

Três em cada quatro brasileiros com 10 ou mais anos, que correspondem a 134 milhões de usuários, utilizam a internet no dia a dia. É o que aponta pesquisa do TIC Domicílios 2019, lançada nesta terça-feira (26) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil através do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR).

Pela primeira vez na história do levantamento, mais da metade da população de áreas rurais declarou ter acesso à internet (53%). No entanto, como esperado, esse percentual é inferior ao verificado em áreas urbanas (77%). No recorte por classe socioeconômica, também houve avanço no percentual de usuários das classes DE, que passou de 30% em 2015 para 57% em 2019.

A má notícia é que um contingente representativo de brasileiros segue desconectado: 35 milhões de pessoas em áreas urbanas (23%) e 12 milhões em áreas rurais (47%). Entre a população da classe DE, há quase 26 milhões (43%) de não usuários.

Acesso ao mundo digital
O celular é o principal dispositivo para acesso à internet, usado pela quase totalidade dos usuários da rede (99%). A conexão domiciliar, por sua vez, está presente em 71% das residências brasileiras.

A nível nacional, 20 milhões de domicílios não possuem conexão à internet, realidade que afeta especialmente domicílios da região nordeste (35%) e famílias com renda de até um salário mínimo (45%). A pesquisa constatou um aumento no número de domicílios com acesso à internet nas classes C e DE. Nas classes DE a proporção passou de 30% em 2015 para 50% em 2019.

Com o isolamento social, milhões de brasileiros passaram a depender ainda mais da internet ara realizar atividades de trabalho remoto, ensino à distância e até mesmo para acessar o auxílio emergencial do governo. Mas a falta de conexão e o uso exclusivamente por celular, especialmente nas classes DE, evidenciam as desigualdades digitais presentes no país, e apresentam desafios relevantes para a efetividade das políticas públicas de enfrentamento da pandemia”, analisa Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

 

Fonte: (https://www.gazetadopovo.com.br/)

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