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Anonymous revela 28GB de documentos secretos do Banco Central da Rússia

 

O grupo hacktivista Anonymous vazou neste fim de semana um volume com 35.000 arquivos pertencentes ao Banco Central da Rússia. O vazamento, que já havia sido anunciado na semana passada, traz detalhes de investimentos, acordos e negociações feitas pelo governo de Vladimir Putin com oligarcas do país, empresas locais e internacionais e também de outros países, revelando parcerias que eram secretas para o público e também registros. conversas entre as partes envolvidas.

Entre os vazamentos, por exemplo, estão gravações de conferências entre o presidente Vladimir Putin, funcionários do governo e outros líderes ou empresários, além de registros de transações e acordos comerciais entre os países. E-mails de funcionários do Kremlin também fazem parte do volume, assim como capturas de tela dos sistemas internos do governo russo, notas de transferência de valores mobiliários, listas de investimentos estratégicos e outras informações privilegiadas que não devem vir aos olhos do público.

Análises internas mostram que os registros datam de 1999 em diante e também incluem dados pessoais de representantes de bancos, empresas e do próprio governo, com direito a cópias de passaportes, endereços, informações bancárias e listas de acionistas de estatais e grandes empresas. No total, são 28 GB de arquivos divulgados na noite da última sexta-feira (25), após serem anunciados dias antes pelo grupo hacktivista.

O Anonymous classificou essa como uma das maiores revelações desde que abriu guerra contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, com atividades digitais continuando a pressionar o governo a retirar tropas e interromper os ataques, além de informar a população sobre o tema.

 

Documentos anônimos vazados prometem “segredos profundos” da Rússia

Enquanto especialistas em segurança digital e a imprensa continuam analisando o gigantesco volume vazado, a promessa do Anonymous é que o vazamento revelará segredos profundos da relação da Rússia com outros países, especialmente aqueles ligados à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Na agenda, também, estaria o nível de influência dos oligarcas russos na política russa e suas relações externas.

A ideia é que, no mínimo, o vazamento dos documentos dê à comunidade internacional uma ideia melhor do real estado da economia russa e de suas relações com outros países, principalmente vizinhos, e grandes empresas que ali investem. Sanções, pressões e outras atitudes econômicas também poderiam ser tiradas disso, como forma de gerar maior pressão sobre o governo para acabar com os conflitos armados.

Até agora, o governo russo não se pronunciou sobre o assunto, nem mesmo para confirmar ou negar a veracidade dos documentos. A invasão da Ucrânia completou um mês na semana passada, com a cidade de Mariupol sendo o principal foco dos conflitos armados, enquanto uma nova rodada de negociações de paz está prevista para começar nesta terça-feira (29) em Istambul, na Turquia. Apesar da reunião, não há expectativa de um acordo de cessar-fogo.

 


Fonte: CanalTech

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